Proteção de dados na empresa: o guia completo com boas práticas baseadas na LGPD

Proteção de dados na empresa: o guia completo com boas práticas baseadas na LGPD

Os dados estão entre os ativos mais importantes das empresas, principalmente em tempos de transformação digital, sendo um recurso extremamente importante para a gestão dos negócios. Por serem tão valiosos, acabam atraindo a atenção de criminosos virtuais, que utilizam as mais variadas técnicas e estratégias para tentar roubar ou inviabilizar o uso desses dados.

Quando esses dados são vazados, a empresa pode ter grandes perdas financeiras e de credibilidade e descumprir legislações, como a LGPD, a Lei Geral de Proteção de Dados brasileira.

Por isso, antes saber quais são as melhores práticas para a proteção de dados a serem adotadas em sua empresa é importante entender melhor qual o papel da LGPD e como ela afeta os seus processos de segurança da informação. Continue lendo este post, que responderemos tudo isso de forma completa. Confira!

Quais são as mudanças trazidas com a LGPD para a proteção de dados?

A Lei n° 13.709/2018, LGPD — Lei Geral de Proteção de Dados — foi criada para definir as obrigações e responsabilidades para as empresas que captam, tratam e armazenam dados de pessoas físicas.

O foco da lei é entregar maior proteção para essas informações, garantindo a privacidade das pessoas que não consentiram em entregar os seus dados para as organizações, evitando assim o uso abusivo desses dados pessoais.

A LGPD modifica de forma significativa a maneira como as empresas lidam com dados de seus clientes e usuários. Para armazenar e tratar essas informações, a empresa deverá conseguir o consentimento expresso do titular, sem usar artimanhas para a autorização automática, como o uso de letras miúdas ou botões pré-selecionados. Veja a seguir os principais impactos da LGPD para a proteção de dados nas empresas.

Dá mais mais abrangência à proteção de dados

A LGPD não se limita às empresas brasileiras ou as presentes no território nacional. Todas as corporações que atuam no Brasil, mesmo as sediadas no exterior, deverão se adequar a legislação, caso utilize dados de pessoas físicas residentes no país.

Exige uma base para tratar os dados

Para que uma empresa demonstre capacidade para lidar com dados pessoais de maneira correta, precisará de uma base legal que tenha registro ou consentimento de todos os titulares desses dados.

Amplia os direitos dos titulares

Com a LGPD, as pessoas que são donas dos dados passam a ter um maior controle sobre essas informações. Elas precisam ser informadas dos motivos e métodos utilizados para o armazenamento e tratamento de suas informações. O titular também tem o poder de, a qualquer momento, desistir de disponibilizar as suas informações e eliminá-las.

Pode impactar financeiramente o negócio

A lei traz uma série de impactos para os negócios das empresas, que deverão passar por uma série de reformulações para garantir o seu cumprimento, isso porque, caso haja algum ato que fuja das exigências da legislação, os prejuízos poderão ser altos, não só os financeiros, como também os de imagem.

Quais as boas práticas para realizar a proteção de dados na empresa?

Agora que já entendemos o que é a LGPD e como ela afeta as empresas, vamos entender quais são as boas práticas para a proteção de dados, que podem ser adotadas para garantir o cumprimento da lei. Acompanhe!

Revise as políticas de segurança da informação da empresa

A lei entraria em vigor a partir de 18 de setembro de 2020, fazendo valer os artigos referentes a direitos e deveres no tratamento de dados. Porém, com a crise imposta pela pandemia do novo coronavírus, as penalidades e sanções administrativas só passam a valer a partir de agosto de 2021 — é de suma importância que esse tempo seja aproveitado para a revisão de todas as políticas de segurança da informação da empresa. Dessa maneira, é possível fazer as correções dos problemas em relação aos processos envolvendo os dados pessoais.

É importante que a empresa crie um guia de boas práticas relativo a LGPD, com os objetivos que deverão ser alcançados, para que sejam adotadas as medidas alinhadas ao principal objetivo da lei. Essa meta só será alcançada a partir de um processo de melhorias que englobam as políticas de segurança da informação.

Considere criar um programa de governança corporativa, que permita à empresa estar em compliance em relação à legislação. É importante que seu programa traga todas as diretrizes e práticas direcionadas a pessoas, tecnologias e processos. Isso exige a criação de políticas e normas transparentes, que deixe claro para todos os colaboradores a forma correta como os dados deverão ser coletados, monitorados e utilizados em sua empresa. Isso porque, a adoção das medidas de segurança envolve necessariamente os colaboradores.

A política da segurança da informação deverá ser estruturada e utilizada como um planejamento do resultado esperado pela empresa no que se refere ao uso de dados. Além disso, deverá respeitar os três princípios básicos da segurança da informação, que são a integridade, confidencialidade e disponibilidade das informações.

Utilize a tecnologia a favor da proteção de dados

A computação em nuvem é um dos pilares da transformação digital, que tem ajudado as empresas na execução de uma série de processos, incluindo a segurança dos dados, com a facilitação de backup automático e criptografia, por exemplo. O uso de ferramentas de monitoramento remoto e gestão também facilita a centralização dos dados e a verificação em tempo real do status de segurança. 

Implemente uma política de controle de dispositivos

Uma prática que tem sido adotada por muitas empresas é a do “bring your own device”, em que os colaboradores são liberados para trabalhar com seus próprios dispositivos dentro da empresa. Porém, é importante que os dispositivos utilizados sejam homologados pela política de segurança da corporação, garantindo que eles não colocarão os dados em risco.

É importante limitar o uso de dispositivos móveis de armazenamento, como pendrives e HDs externos, pois eles podem acabar sendo utilizados como porta de entrada para ameaças à segurança dos dados. 

Para o uso de notebooks, tablets e smartphones no trabalho, é importante que o colaborador esteja a par de todas as diretrizes de segurança de dados da empresa, e no reforço da segurança dos softwares utilizados nesses dispositivos, com atualizações constantes e utilização de softwares oficiais.Os dados estão entre os ativos mais importantes das empresas, principalmente em tempos de transformação digital, sendo um recurso extremamente importante para a gestão dos negócios. Por serem tão valiosos, acabam atraindo a atenção de criminosos virtuais, que utilizam as mais variadas técnicas e estratégias para tentar roubar ou inviabilizar o uso desses dados.

Defina um encarregado para a segurança dos dados

A LGPD determina que a empresa nomeie (contrate ou terceirize) um encarregado para o tratamento de dados, o DPO — Data Protection Officer. Esse profissional será o responsável pela aplicação da lei na corporação, implementando as políticas e fazendo a ponte entre a empresa e os titulares dos dados.

Entras as principais funções de um DPO, podemos destacar:

  • Receber as comunicações, sugestões e reclamações dos titulares dos dados, prestando os esclarecimentos necessários e adotando a providências;
  • Ficar atento às recomendações feitas pela autoridade nacional;
  • Orientar os colaboradores sobras as práticas que precisam ser tomadas na empresa em relação aos dados pessoais;
  • Executar as demais funções definidas pela corporação ou que estejam estabelecidas em normas complementares.

Monitore a infraestrutura de TI

O monitoramento da infraestrutura é um dos pilares do gerenciamento de TI proativo, aquele que visa evitar os problemas em vez de apenas resolvê-los. Com esse monitoramento é possível mapear possíveis problemas, antes que eles se tornem uma “bola de neve” — vazamento, sequestros de dados, roubos ou extravios.

Esse monitoramento poderá ser feito remotamente, com a equipe de TI utilizando um software de gestão específico, ou terceirizado, com a contratação de uma empresa especializada em cuidar da segurança das infraestruturas de TI de seus clientes.

Capacite os colaboradores para conhecerem a LGPD

A proteção de dados não deve ficar presa em documentos burocráticos ou fazer parte apenas dos discursos dos gestores, ela precisa ser colocada em prática. Para isso é necessário contar com o engajamento de todos os colaboradores envolvidos no tratamento de dados.

Promova palestras e debates com os colaboradores para que eles tenham conhecimento sobre a LGPD e como essa pode mudar a rotina da corporação. É necessário que todos entendam seus direitos e deveres quanto ao uso e tratamento dos dados pessoais, para prevenir problemas e garantir bons procedimentos.

Quais são os erros que as empresas cometem na proteção de dados?

No tópico anterior, demos ênfase a algumas práticas que devem ser adotadas pelas empresas para a proteção de dados. Neste, veremos alguns erros que as corporações devem evitar. Acompanhe!

Não criar uma política de controle de acesso

Não ter um controle de acesso, hierárquico e que limite a ação de cada colaborador de acordo com as demandas de seu cargo, pode aumentar a exposição dos dados a empresa, pois são criadas várias portas de entradas para ataques. Por isso, na política de segurança é importante que sejam adicionadas as diretrizes de acesso ao sistema, de forma hierarquizada.

Não praticar uma rotina de backup

O backup é um dos métodos mais tradicionais de proteção de dados e sistemas, porém, ainda é negligenciado por pequenas e médias empresas. Não espere acontecer um desastre para valorizar esse processo, implemente o mais rápido possível em sua empresa, com a periodicidade necessária e, de preferência, com automação — utilizando a computação em nuvem como base.

Trabalhar com sistemas desatualizados

A atualização de sistemas, ao contrário do que muitos podem pensar, não é feita apenas para a inclusão de novas funcionalidades e realização de melhorias. Todas as vulnerabilidades e riscos mapeados também são corrigidos, impedindo que essas brechas sejam utilizadas para invasões.  Sempre que um software é atualizado, os criminosos virtuais identificam as vulnerabilidades corrigidas e tentam invadir as máquinas que não fizeram as atualizações necessárias.

Quando dados são vazados, a empresa pode ter grandes perdas financeiras e de credibilidade e descumprir legislações, como a LGPD, a Lei Geral de Proteção de Dados brasileira. Lei que protege as pessoas físicas, de empresas que se aproveitam de dados pessoais em benefício próprio, sem o consentimento do titular.

E como podemos ajudar na proteção de dados e na adequação à LGPD?

Para os processos rotineiros de proteção de dados, a Altasnet fornece segurança proativa de antivírus, com base em Inteligência artificial, anti spam, filtros de conteúdo e firewall. Veja abaixo quais são os nossos diferenciais.

Automação dos processos de proteção de dados por plataformas digitais

A Altasnet atua com plataformas digitais da ServiceNow, líder mundial em governança e automação de processos, considerada pela Forbes, uma das empresas mais inovadoras do mundo. As plataformas são voltadas para a transformação digital, automação, modernização e inovação dos processos de segurança da informação, e agregam inteligência jurídica, processos e metodologia.

Adequação à LGPD de forma otimizada

Entenda como as plataformas digitais utilizada pela Altasnet, apoiam às empresas na adequação à LGPD de forma otimizada.

MAPEAMENTO DE DADOS
Aplicando uma varredura completa em todos os sistemas, em diferentes tipos de arquivos da empresa, identificando as informações e dados de pessoas físicas presentes em um ou mais bancos de dados.

DADOS AUDITADOS CONTINUAMENTE
Além de ajudar na descoberta de dados não estruturados, a plataforma permite o monitoramento de tudo o que é feito em qualquer computador da empresa — edição, cópia, exclusão de dados e demais ações que possam ser consideradas um risco. Tudo é informado em tempo real para o encarregado de dados (DPO), até mesmo pelo smartphone.

ANÁLISE JURÍDICA E RELATÓRIOS OTIMIZADOS
No Brasil, cada setor terá legislações específicas, por isso, é importante que as análises jurídicas sejam realizadas por meio dos registros da plataforma. Isso garante que os relatórios exigidos pela LGPD sejam rapidamente produzidos e automatizados para leitura e interpretação de dados sólidos.

RECURSOS EXTRAS PARA PROTEÇÃO DE DADOS

  • Conte com recursos específicos para:
  • Resolução de incidentes;
  • Segurança na coleta e processamento de dados de fornecedores;
  • Otimização da coleta, armazenamento e documentação de consentimentos dos titulares;
  • Planos de ação para resolução de problemas e implementação de melhorias;
  • E outros processos extremamente relevantes para qualquer estratégia de proteção de dados.

AGILIDADE NA IMPLEMENTAÇÃO
A partir da vigência da lei e possibilidade de aplicação das sanções, as empresas deverão acelerar a implementação de soluções para a atender a LGPD.

A nossa metodologia prevê uma adequação em 10 semanas, a todos os requisitos que a lei exige. Otimizando tempo e garantindo uma constante melhoria do processo. Esperamos que, após a leitura deste post, você tenha entendido a relação entre proteção de dados e a LGPD, para que possa dar os próximos passos para a aplicação das boas práticas para implementar essa proteção.

Se a sua empresa ainda não se preocupou em se preparar para a vigência da LGPD, com as boas práticas de segurança de dados, talvez esteja na hora de contar com um parceiro especializado para ajudá-los a acelerar o processo.

Quer entender melhor como funciona esse processo, para manter os dados de sua empresa seguros e respeitar a LGPD? Entre em contato conosco.

O que é a gestão de segurança da informação?

O que é a gestão de segurança da informação?

Quando lemos as notícias sobre tecnologia, não é difícil encontrar casos de vazamento e roubo de dados preciosos de uma determinada empresa. Eles acabam por comprometer não só os lucros, mas também mancham a reputação da companhia entre os seus clientes e o mercado em geral.

Por isso, investir na gestão de segurança da informação é uma ação que não pode ser negligenciada atualmente. Neste post, falaremos um pouco mais sobre o conceito e apresentar as boas práticas para a implementação das políticas.

Boa leitura!

O que é a gestão de segurança da informação?

Primeiro, é importante definir o próprio conceito de segurança da informação. Ele se relaciona com a proteção de um determinado de conjunto de dados. A finalidade é preservar o valor dessas informações e mantê-las fora do alcance de pessoas não autorizadas, como os temidos hackers.

Nesse sentido, a gestão de segurança da informação é a adoção direta de estratégias, métodos e ferramentas para garantir a integridade dos dados e impedir vazamentos e ataques à rede corporativa, por exemplo. Os gestores têm um papel fundamental de supervisão, já que cabe a eles definir as normas e as diretrizes que serão adotadas por todos.

Portanto, eles serão os responsáveis pelo planejamento das estratégias e formas de acompanhamento. Para reforçar as defesas, esse profissional pode buscar consultoria especializada na área de TI, assim como dicas de treinamento para seus colaboradores.

Outro destaque importante é que a segurança da informação conta com quatro pilares, que resumem bem as prioridades de uma política de proteção:

  • Confidencialidade;
  • Integridade;
  • Disponibilidade;
  • Autenticidade.

Quais são as suas boas práticas?

Agora que falamos do conceito de gestão de segurança da informação, conheceremos as melhores maneiras de se proteger.

Usar softwares originais e mantê-los atualizados

Antes de tudo, é muito importante manter os sistemas operacionais atualizados, assim como usar versões originais. Com isso, será possível contar com as correções e updates desenvolvidos pelos criadores dos programas. Além disso, as atualizações são cruciais para manter a proteção geral da rede corporativa, por exemplo. Isso porque os hackers costumam atacar aplicações que ainda não receberam correções, justamente pela vulnerabilidade causada pelo fato de que estão obsoletas.

Contar com ferramentas para gestão de incidentes

Uma política de governança que priorize a proteção das informações e dos arquivos é crucial. Muitas empresas acabam por focar exclusivamente nas questões de conformidade, garantindo a obediência aos regulamentos digitais (como no caso da LGPD). Embora isso seja importante, não é o suficiente.

Portanto, a empresa deve adotar atitudes que garantam a proteção dos dados. Além de bons softwares, como os antivírus, é uma boa ideia contar com a ajuda de consultores em tecnologia, que auxiliarão os colaboradores a assimilar um comportamento mais responsável ao lidar com informações digitais.

Controlar os acessos de maneira rígida

Em uma empresa, é comum que nem todos os funcionários tenham acesso a arquivos importantes. Esse já é um primeiro passo valioso, mas os gestores também devem registrar todos os níveis e os controles de acesso em vigor, para garantir um acompanhamento mais próximo.

Isso evita os enganos — um funcionário de um setor que tenha acesso a documentos de outro departamento totalmente diferente, por exemplo. Dessa forma, a empresa reduz os riscos associados a senhas roubadas e a tentativas de invasão por parte dos hackers.

Fazer backups

O backup é uma prática essencial por dois motivos: garante que certos arquivos sejam preservados e também facilita a consulta aos documentos. Além disso, em caso de extravio de notebooks ou discos rígidos externos, por exemplo, essa cópia serve para assegurar a disponibilidade.

Uma boa ideia é priorizar o salvamento na nuvem, que é imune aos extravios e, ainda, pode ser controlado pelo controle de acesso. Contudo, os gestores devem garantir que os backups sejam feitos periodicamente, preferencialmente por meio de um calendário específico.

Outra boa surpresa do backup na nuvem é que é possível programar vários backups ao dia, o que é importante para manter arquivos sempre atualizados e facilitar o compartilhamento, até mesmo com colaboradores que não estejam em campo.

Implementar uma política de segurança

A segurança digital da sua empresa não pode funcionar na base do “boca a boca” — isto é, sem o estabelecimento e o registro de medidas periódicas. É crucial que os gestores realmente adotem uma política preventiva, que são importantes até mesmo para evitar possíveis paralisações dos trabalhos.

Parar tudo por conta de falhas na segurança digital significa levar prejuízo, uma vez que a capacidade da empresa de produzir resultados e entregar soluções para os clientes fica comprometida. Por isso, todas as medidas de proteção (como o estabelecimento de controles de acesso) devem fazer parte de um registro bem definido.

Isso garante que os gestores façam com que os seus colaboradores assimilem a gestão de segurança da informação, transformando a cultura organizacional do negócio. Com uma política bem definida e repassada aos funcionários de forma transparente, fica mais fácil tornar esse gerenciamento um pilar da empresa.

Treinar e conscientizar os trabalhadores

Por fim, não poderíamos deixar de lado a importância da conscientização e do treinamento das equipes internas. Afinal, são essas pessoas que estarão constantemente acessando os equipamentos e a rede corporativa, então eles não devem ser negligenciados pelos gestores.

Vale dizer que os programas de treinamento em gestão de segurança da informação mais bem-sucedidos não contam apenas com a participação dos funcionários operacionais, mas incluem todos os níveis da empresa. Isso porque uma abordagem mais completa é a melhor forma de construir uma cultura de segurança digital em toda a organização.

Assim, todos os colaboradores não só se conscientizarão sobre o valor de adotar boas práticas, como assumirão esse comportamento na rotina diária. Uma das principais brechas para invasões e ações de hackers é o erro humano — o que não acontece com frequência com pessoas que entendam do uso de ferramentas digitais.

Como pudemos ver no artigo, a gestão de segurança da informação é imprescindível para empresas que desejam manter (e reforçar) suas defesas digitais. Afinal, como a tecnologia está presente em diversos tipos de negócio, colocar os próprios sistemas em risco acaba por prejudicar a empresa como um todo.

Quais as principais sanções sofridas por empresas que descumprem a LGPD?

Quais as principais sanções sofridas por empresas que descumprem a LGPD?

Atualmente, empresas de diferentes segmentos conseguem coletar dados em seus próprios históricos digitais e desenvolver estratégias de negócios a partir dessas informações. Contudo, uma lei recente estabeleceu novas diretrizes para esse tratamento. É a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), sancionada em 2020. Explicaremos as principais sanções da LGPD e, ainda, mostraremos como a empresa pode se preparar para lidar com esse novo contexto.

Acompanhe conosco!

Quais são as principais sanções da LGPD?

Os principais artigos da Lei Geral de Proteção de Dados são o 52 e o 54, que especificam as sanções administrativas para agentes de tratamento de dados. Uma das possíveis punições é uma advertência formal, com a indicação de prazo (por parte das autoridades) para a adoção de práticas corretivas.

Além disso, as multas são especialmente salgadas: variam de uma cobrança de 2% do faturamento da pessoa jurídica, grupo ou conglomerado, até a exorbitante quantia de 50 milhões — valor que levaria à falência a imensa maioria das empresas brasileiras.

Também, há a possibilidade de multa diária, além da publicização da infração. Isso significa que o nome da empresa estará manchado no mercado, o que prejudica diretamente a aquisição e a fidelização de clientes. Como se não bastasse, há a previsão de bloqueio e eliminação dos dados pessoais coletados.

Não para por aqui: a empresa ainda pode sofrer suspensão parcial de operação do seu banco de dados por até seis meses, com a possibilidade de prorrogação por igual período. Por fim, a companhia corre o risco de ter até mesmo uma proibição completa de coleta de informações.

Como evitar as sanções da LGPD?

Antes de tudo, é preciso entender que a cultura de proteção de dados e informações deve ser assimilada por todos os setores da empresa. A tecnologia engloba diversos departamentos — assim, é possível dizer que todo colaborador que use um computador conectado à Internet deve se adaptar a esse novo paradigma.

Assim, além de obedecer às novas regras de coleta de dados, é necessário entender a gravidade dos danos que o vazamento de informações causará à empresa. Como vimos, não se trata apenas de multas pesadas, mas também a imagem da companhia no mercado estará comprometida.

Nesse sentido, enfatizar a importância do cumprimento das regras é o principal objetivo dentro do negócio. É preciso que o tema seja totalmente assimilado pela cultura organizacional — e uma boa ideia para garantir esse objetivo é contar com consultores especializados no assunto.

Como uma consultoria pode ajudar?

Para se adaptar completamente à LGPD, é crucial revisar os processos internos e implementar políticas destinadas à privacidade das informações. Para conseguir isso, nada mais efetivo que contar com uma consultoria de alto nível na área de TI.

Com esses parceiros, será possível contar com treinamentos específicos, destinados a repassar conhecimentos atualizados aos colaboradores — principalmente no trato com os dados. Com essa ajuda, os profissionais entenderão melhor as boas práticas de governança e a importância de uma política completa de segurança.

Como pudemos ver no artigo, as sanções da LGPD devem ser levadas muito a sério. Afinal, há a possibilidade de multa diária de até 50 milhões de reais, o suficiente para inviabilizar a maioria das empresas brasileiras. Além disso, a suspensão das atividades relacionadas ao tratamento de dados é um duro golpe, já que compromete uma essencial fonte de informações para o negócio.

Análise Preditiva para o Setor de TI: veja como implementar na sua empresa

Análise Preditiva para o Setor de TI: veja como implementar na sua empresa

Com o advento da transformação digital, as empresas buscam cada vez mais se beneficiar dos recursos que a tecnologia oferece. Esse contexto envolve tanto as inovações em hardware quanto aquelas de software. Nesta última, especificamente, se destaca a análise preditiva.

Como o próprio nome sugere, ela visa antecipar eventos ou tendências, sejam eles de mercado ou internos da empresa. Isso é possível graças a um aprimoramento de técnicas matemáticas e comportamentais — que nos permite análises e previsões cada vez mais precisas e detalhadas.

Embora o termo pareça amplo, já contamos com técnicas especializadas em tornar a análise preditiva uma realidade. Neste post, traremos 3 delas, com foco em sua aplicabilidade.

Continue lendo para saber mais!

Aprendizado de máquina

Traduzido literalmente do inglês “machine learning”, possibilita aos computadores o tratamento direcionado de dados. Isso significa que, com ele, a máquina coleta padrões e os reproduz em outras situações — uma analogia ao próprio processo de aprendizado humano.

Os algoritmos usados nessa ferramenta são diferentes dos tradicionais: no método tradicional, é criado um conjunto de regras, no qual os dados são inseridos para gerar uma resposta. No machine learning, os algoritmos são implementados com base nos dados avaliados pelo programa, que gera as próprias regras de acordo com os padrões analisados.

A vantagem dessa ferramenta é que ela faz o levantamento de um grande número de dados com resultados mais precisos. Com isso, ela ajuda a identificar as preferências e mudanças de comportamento dos clientes, direcionando as possíveis intervenções para a otimização de resultados.

Modelos de regressão

Visa identificar quanto uma variável influencia outra. O seu objetivo é analisar um possível efeito de causalidade entre dados que, inicialmente, pareciam independentes. Com isso, ampliamos nosso leque de ferramentas para compreender melhor o negócio e aprimoramos nossas decisões.

Um exemplo de aplicação de modelos de regressão é a análise do histórico financeiro dos correntistas: com ela, conseguimos prever os padrões de consumo e calcular acuradamente a liberação de crédito para determinados clientes. Outros exemplos incluem a verificação de possíveis golpes e fraudes com cartões de crédito. Por esse motivo, os modelos de regressão são classicamente usados por instituições financeiras.

Árvores de decisão

Esse é um modelo protocolizado que auxilia na tomada de decisão. Seu design é realmente similar a uma árvore, na qual cada resposta ou decisão leva a uma ramificação com novas perguntas ou entradas de dados. O objetivo final (análogo às folhas da árvore) é uma decisão direcionada especificamente para o problema que seguiu o caminho até ele.

Classicamente, as árvores de decisão são usadas para compreender o desejo de clientes e personalizar o atendimento ou fornecimento de produtos. Para cada cliente específico, seguimos o caminho da árvore de decisão com dados ou perguntas, possibilitando um julgamento focado na sua situação pessoal.

Por ser uma ferramenta que capta as preferências dos clientes, ela também ajuda no processo de elaboração de novos produtos. Empresas capazes de coletar e tratar informações sobre a tendência de seu público-alvo tendem a ter grandes vantagens em seu segmento.

Para se beneficiar ao máximo dos recursos que a tecnologia oferece, a equipe de TI precisa adotar ferramentas adequadas para a sua situação. Uma das técnicas mais usadas atualmente é a análise preditiva, que possibilita uma antecipação de eventos ou tendências de mercado.

Se você quer se aprofundar ainda mais na metodologia da análise preditiva, não perca tempo e conheça mais sobre a integração de dados!

LGPD: sua empresa está em conformidade com a lei?

LGPD: sua empresa está em conformidade com a lei?

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) foi aprovada em agosto de 2018 para regularizar o tratamento de dados pessoais e sensíveis recebidos pelas empresas, após inúmeros episódios de vazamentos de informações confidenciais.

O objetivo da lei é fornecer mais transparência, segurança e privacidade, a fim de garantir que os dados dos usuários sejam coletados mediante autorização dos mesmos.

A medida vigora a partir de agosto de 2020. As organizações que não atenderem às novas diretrizes estarão sujeitas a pagar uma multa equivalente a 2% do seu faturamento, com um teto de R$ 50 milhões por ocorrência.

Para monitorar se a nova norma está sendo cumprida pelas organizações, o Governo Federal criou a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), órgão encarregado de fiscalizar como os dados estão sendo requisitados e tratados.

Entenda a diferença entre dados pessoais e sensíveis

Saber distinguir a diferença entre dados pessoais e sensíveis para hierarquizá-los dentro da sua empresa é fundamental. O mercado disponibiliza, inclusive, plataformas para mantê-los organizados de acordo com o grau de relevância.

Os dados pessoais são as informações mais comuns que revelam a identidade de uma pessoa, como nome completo, Registro Geral (RG), Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), contato telefônico, endereço eletrônico ou físico.

Já os dados sensíveis são informações mais subjetivas que revelam valores dos indivíduos que podem gerar discriminação e preconceito, como a orientação sexual, origem étnica e racial, preferência política, religião e saúde, entre outros.

Ambos os dados precisam do consentimento dos usuários para utilização. Portanto, toda empresa deve informar aos usuários o motivo, a finalidade e o modo com que eles serão tratados.

Outras sanções da LGPD e direito dos titulares

Além da multa, a LGPD possui outras sanções variadas para quem desobedecer as regras impostas. A empresa que infringi-las, inicialmente, pode ser advertida com prazo para correção da irregularidade.

No entanto, o que mais preocupa os gestores das empresas é a obrigatoriedade em divulgar a infração, após a confirmação de irregularidade na investigação. Como consequência, os dados podem ser bloqueados ou retirados da organização.

Mas a principal vantagem apresentada pela LGPD é que os titulares podem acessar os dados para averiguar o seu tratamento, saibam para quais instituições estão sendo compartilhados, além da possibilidade de deletá-los, corrigi-los, atualizá-los e transferi-los para outra entidade ou até mesmo de revogar o seu consentimento.

Daí a importância dos usuários diferenciarem o que é um controlador e operador em caso de conflitos. De maneira bem simples:

Titular: cidadão comum;
Controlador: empresa que detém a informação;
Operador: responsável por administrar/tratar as informações.

A tecnologia facilita o processo de adequação da sua empresa à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), mas é importante ressaltar a importância de contar com ferramentas e uma equipe especializada para dar o suporte técnico.

Entre em contato conosco, nossa equipe de consultores está pronta para te ajudar.

Segurança de dados no trabalho remoto: quais são os riscos?

Segurança de dados no trabalho remoto: quais são os riscos?

Em 11 de março de 2020, a OMS declarou o estado de pandemia pelo novo coronavírus. Desde então, encaramos esforços cada vez maiores para frear a transmissão do vírus sem afetar nossa economia — especialmente com o home office, já adotado em empresas de todo o mundo. Junto a esse modelo de trabalho, no entanto, também cresce nossa preocupação com a segurança de dados.

Neste texto, explicaremos por que esse tema vem ganhando maiores proporções no Brasil e no mundo. Você saberá quais riscos o home office apresenta para a segurança de dados e como controlá-los no momento. Continue lendo para saber mais.

A pandemia do vazamento de dados

Nossa preocupação com a segurança de dados vem crescendo há anos, antes mesmo da pandemia da Covid-19. Podemos considerar que o respeito à privacidade nunca foi um tema tão relevante — e ele só tende a crescer.

Nosso contexto atual deriva, principalmente, da transformação digital que temos vivenciado nas últimas décadas. A popularização do uso de smartphones e de processos online (como vendas e cadastros) catalisou, exponencialmente, nossa geração de dados. A cada cadastro, compra ou transação que realizamos, informações cruzam o globo e são, posteriormente, armazenadas e tratadas.

A princípio, isso parece não ser um problema. São esses mesmos dados que nos permitem evitar o retrabalho e fornecer soluções personalizadas, por exemplo. No entanto, esses dados podem se tornar um problema se caírem em mãos erradas — especialmente quando os clientes não permitem ou não aprovam esse acesso.

Um exemplo recente que ganhou notoriedade internacional foi o escândalo da Cambridge Analytica. Nele, dados de milhões de usuários do Facebook foram supostamente desviados, para fins políticos. Desde então, governos de todo o mundo têm aumentado os esforços para evitar casos similares e aumentar a segurança de dados.

No Brasil, uma consequência legislativa foi a chamada Lei Geral de Proteção de Dados, ou LGPD. Prevista para entrar em vigor em 2021, ela obriga as empresas a implementarem um patamar mínimo de segurança de dados. Isso é válido tanto para informações dos clientes quanto dos próprios funcionários.

Os benefícios e os riscos do home office

Parece consenso que, em um contexto de pandemia, o home office é uma solução adequada para a maioria dos casos. Ele permite que a empresa continue funcionando, mas sem gerar aglomerações ou necessidade de presença física. Além de frear a transmissão dentro dos consultórios, o home office desafoga o transporte público — portanto, é incentivado inclusive por órgãos estatais e sanitários.

No entanto, nenhum novo método de trabalho vem livre de riscos. No caso do home office, eles estão diretamente relacionados à segurança de dados — sejam eles dos funcionários, sejam eles da própria empresa. Afinal, em reuniões remotas, assuntos sigilosos ou relacionados à estratégia cooperativa também podem eventualmente ser tratados.

Promover esse método de trabalho indiscriminadamente, sem preocupação com a segurança de informações, pode colocar em risco a própria empresa. Além disso, muitas vezes, a empresa opta por terceirizar o serviço das telechamadas (as famosas calls). Nesses casos, os funcionários têm que cadastrar em outra plataforma para realizar o home office.

Em condições normais, esse cadastro diz respeito apenas ao usuário e à plataforma de comunicação. No entanto, por se tratar de um funcionário a serviço da sua empresa, a obrigatoriedade de cadastro dessas informações também é de sua responsabilidade. Em um caso de vazamento de dados, por exemplo, a empresa que está utilizando a plataforma também pode ser penalizada.

Caso você opte por suportar a própria rede de calls, é importante se assegurar dos detalhes técnicos que garantem a segurança dos dados. Segundo a LGPD, grandes empresas também precisam de profissionais específicos para essa área, de acordo com o número de funcionários. Vale a pena conhecer os detalhes da lei e se inteirar dos deveres das empresas nesses casos.

As melhores formas de proteger seus dados

Independentemente de você suportar ou não a plataforma de home office, algumas medidas práticas podem ser implementadas para aumentar sua segurança de dados. A seguir, detalharemos algumas boas práticas que podem ser adotadas durante o trabalho remoto. Confira.

Utilize um antivírus baseado em machine learning puro

Uma das grandes ferramentas que temos para evitar o vazamento de dados é o antivírus. Atualmente, contamos com softwares robustos, que conseguem blindar a transferência e o armazenamento de dados.

Em se tratando dos antivírus, uma das melhores tecnologias disponíveis atualmente é o machine learning. Utilizando o aprendizado de máquina, é possível manter as defesas sem precisar de atualizações constantes — em contraste com o modelo de “vacina”, antigamente utilizado pelos softwares de antivírus.

Utilize um VPN

Com a preocupação com a privacidade, o uso de Virtual Private Networks (ou VPN) vem se intensificando dentro e fora das empresas. Essa tecnologia permite “tunelizar” a transmissão de dados, realizando uma criptografia de ponta a ponta com as informações. Dessa maneira, os dados ficam protegidos contra interceptações — que conseguem acessar, mas não ler as informações.

Incentive o uso de senhas fortes

Um dos fatores de proteção mais conhecidos contra o roubo de dados é o uso de senhas fortes, difíceis de serem quebradas. As recomendações atuais para a construção de senhas é que utilizemos palavras que mesclem números e letras, sejam elas minúsculas, sejam elas maiúsculas. Outra dica é que utilizemos caracteres especiais na senha, como asteriscos e arrobas.

Faça uma limpeza de dados remota periódica

Por fim, outra maneira de impedir que dados sejam vazados é evitar seu armazenamento por tempo prolongado — seja nos computadores dos funcionários, seja nos computadores da própria empresa. Para reduzir esse armazenamento, uma opção é realizar a limpeza de dados periódica, mantendo apenas aqueles essenciais para os serviços da empresa.

A segurança de dados no trabalho remoto é um tema constante na gestão de TI, que acompanha diretamente o home office. Além de proteger os dados sensíveis da empresa, ela garante que você está seguindo a legislação vigente no Brasil.

Se você utiliza o home office, quais medidas está tomando para manter a segurança de dados em sua empresa? Deixe seu comentário abaixo! Estamos à disposição para trocar experiências e ajudar no que for possível.